Elmer McCurdy nasceu em janeiro de 1880 e entrou para a história dos Estados Unidos não tanto pelos seus crimes, mas pela forma inusitada como seu corpo foi tratado após sua morte. Conhecido como um fora da lei atrapalhado, McCurdy ficou famoso em Oklahoma por uma série de tentativas fracassadas de assaltos, especialmente a trens. Ganhou a alcunha de “o bandido que nunca desistia”, não pela eficiência, mas pela insistência em seguir no crime — mesmo colecionando fracassos.
Em sua última e mais ambiciosa investida, Elmer tentou assaltar um trem que, segundo rumores, carregava milhares de dólares em ouro. No entanto, o roubo não saiu como o esperado: ele conseguiu apenas 46 dólares antes de ser localizado e morto a tiros por policiais, em outubro de 1911.
Mas o que realmente transformou McCurdy em uma figura lendária foi o que aconteceu depois. Sem ninguém para reclamar o corpo, o agente funerário que o embalsamou decidiu exibi-lo para atrair curiosos. Com o tempo, o cadáver foi vendido para uma feira itinerante, dando início a uma jornada macabra que duraria mais de seis décadas.
Seu corpo foi exibido em feiras, atrações de casas mal-assombradas e até museus de cera. Muitas pessoas sequer sabiam que aquilo era um cadáver real — acreditavam estar vendo um boneco de cera ultrarrealista. A história só chegou ao fim em 1976, quando, durante as gravações da série O Homem de Seis Milhões de Dólares, técnicos descobriram que o "manequim" usado numa das cenas era, na verdade, o corpo mumificado de Elmer McCurdy.
Finalmente, após 65 anos de viagens pós-morte, McCurdy foi enterrado no cemitério Boot Hill, em Dodge City, Kansas — encerrando uma trajetória bizarra que mistura crime, fracasso e exibição pública como poucas outras na história.

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